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22:27

eu não tô bem, eu sinto até fisicamente que não estou bem. eu não consigo fazer nada. eu sei que preciso, eu sei que consigo, eu não faço. eu estou sentindo um peso enorme na minha garganta, um peso nos meus ombros, uma sensação horrível na minha cabeça como se eu estivesse super confusa e ao mesmo tempo lúcida, uma confusão esquisita, uma incapacidade mórbida. eu não sei como sair disso, eu não sei o que é isso, eu não sei o que fazer, eu nem mesmo quero chorar, eu só quero sair disso. eu imagino muito eu rasgando minha pele e saindo de dentro pra vida. nunca tinha parado pra refletir sobre a metáfora, mas ela em si já diz tudo.

incapacitada 15:15

eu não tenho ânimo algum pra viver, minha cabeça tá tão cheia e tão vazia ao mesmo tempo que pra mim é impossível focar em qualquer coisa. mas eu não posso simplesmente viver em torpor pois tenho diversas responsabilidades e pessoas que não posso deixar na mão. eu queria poder fazer uma faxina no meu cérebro e organizar tudo direitinho. talvez eu devesse começar a praticar exercício físico ou usar behaviorismo em mim mesma afim de criar novos hábitos e novas crenças. ontem levei um susto ao descobrir que larissa tem crush em mim, admiro a coragem de simplesmente me dizer e esperar resposta. acho que lidei bem com a situação e espero não tê-la machucado ou influenciado em nada na sua autoestima.

07 de abril, 01:30

A dor de cabeça castiga sua razão, depois de meia caneca de achocolatado quente preparado de forma distraída, ela recosta languidamente no sofá de forro de napa amarelo mostarda coberto por uma capa de tecido, por ela não identificado, que traz temas de flores tropicais, necessitado de um quê de bom gosto. A vigesenária emergente descansa num momento de solidão física e espiritual, o olhar esgueiro e melancólico reflete o tom sombrio e lírico das músicas que contactam seu cérebro através de fones brancos comprados por muito menos que o preço de mercado. A mente dela, nunca no presente, divaga por situações inconsistentemente irrealistas e imprecisas, numa- talvez, quem sabe- tentativa de preencher de expectativas ou estórias sua existência vazia de acontecimentos. Ave Maria de Schubert executada pelos cantores de uma catedral que foge ao seu conhecimento ecoa em seus tímpanos, ela enxerga uma beleza Santa, uma emoção que nossa adultinha não soube explicar gramaticalmente até então, ...

11:08

percebo que realmente sinto mais do que reconheço, mas tenho consciência que esse sentimento tem graande parte constituída de ilusão e idealização tola. eu posso passar isso pra trás, eu tenho certeza. o problema é a solidão estática em que vivo, me leva de volta o tempo todo, a angustia e falta de confiança são pedras no sapato. totalmente fora de foco, sem determinação nenhuma, incompleta inacabada. preciso empurrar tudo isso pro fundo do meu cérebro e fazer minha vida acontecer, não posso ferrar minha vida acadêmica desse jeito, não posso ferrar meu futuro nem meu presente. eu preciso acordar pra vida sair do torpor e trabalhar. não posso continuar nesse estado. mas falar é fácil, escrever é tranquilo, difícil é colocar em prática. segunda foi ótimo mesmo q tenha passado vergonha no final eu amei <3

00:57

Depois de uma das melhores noites da minha vida, dançar e cantar livremente, me sentir bem comigo e com meus amigos (bem o suficiente pelo menos). Depois de um domingo 5/10. Encaro novamente o estado de incapacidade no qual me situo. Eu reconheço no fundo, embaixo de várias camadas de torpor, meus problemas e os passos que deveria dar para pelo menos amenizar os danos, mas eu estou estática, não consigo me mover, cheguei em um ponto do qual não tenho certeza se consigo sair sem um grande acontecimento modificador da minha realidade. Não consigo me ligar verdadeiramente às pessoas, até mesmo àquelas que deveria por convenção. Reconheço que sou patética. Eu sei que me lamentar num blog privado não me ajuda em nada, não muda nada, mas tbm sei que conversar com esses amigos não vai ajudar. Só espero não me foder muito, não me prejudicar mais do que posso aguentar. Quem sabe até mesmo conseguir me mover e mudar o jogo nem que seja um pouquinho. estou anos-luz distante de viver na ...

21:59

Devastada, completamente só. Estática. Ferida. Incompreendida. Sozinha, sinto como se não houvesse uma única alma com a qual pudesse falar. Desconectada. Instável. Represa. Absolutamente ilhada.

04/05 de junho

Como um completa imbecil, cá estou eu outra vez, dizendo o que não deveria, expondo situações íntimas desnecessariamente, e me sentindo horrível depois. Me escorando em devaneios e projeções/esperanças sobre quem já provou não ser digno. Volto pra ufs com a cara de quem morreu e ressuscitou, não que eu saiba como é a cara de um ressuscitador, mas assumo que ressuscitar deve ser uma experiência degastante, quem ressuscita belo? Volto sendo a mesma pessoa, porém mais quebrada (psico e financeiramente) e fora do controle emocional. Espero não ser (mais) atropelada por mim mesma ou por ninguém ao redor. Tentando não ser amarga e não acidar a conquista dos outros, ninguém tem culpa de eu ser uma completa inútil, sem conquistas, sem louros.