07 de abril, 01:30
A dor de cabeça castiga sua razão, depois de meia caneca de achocolatado quente preparado de forma distraída, ela recosta languidamente no sofá de forro de napa amarelo mostarda coberto por uma capa de tecido, por ela não identificado, que traz temas de flores tropicais, necessitado de um quê de bom gosto.
A vigesenária emergente descansa num momento de solidão física e espiritual, o olhar esgueiro e melancólico reflete o tom sombrio e lírico das músicas que contactam seu cérebro através de fones brancos comprados por muito menos que o preço de mercado.
A mente dela, nunca no presente, divaga por situações inconsistentemente irrealistas e imprecisas, numa- talvez, quem sabe- tentativa de preencher de expectativas ou estórias sua existência vazia de acontecimentos.
Ave Maria de Schubert executada pelos cantores de uma catedral que foge ao seu conhecimento ecoa em seus tímpanos, ela enxerga uma beleza Santa, uma emoção que nossa adultinha não soube explicar gramaticalmente até então, em corais sacros, principalmente aqueles que ela conhece. A união harmônica das vozes passa-lhe uma sensação sublime, como se seu cérebro inflasse.
A bolha de luz do cômodo ao lado a atinge e fere seus olhos de cigana doméstica, ironicamente you are my sunshine é a faixa do momento numa interpretação de Olga Chung.
Despede-se do momento, cantarolando somewhere over the rainbow com Olga, carregando a caneca rachada de achocolatado, agora vazia, que jazia próximo às suas pernas.
A vigesenária emergente descansa num momento de solidão física e espiritual, o olhar esgueiro e melancólico reflete o tom sombrio e lírico das músicas que contactam seu cérebro através de fones brancos comprados por muito menos que o preço de mercado.
A mente dela, nunca no presente, divaga por situações inconsistentemente irrealistas e imprecisas, numa- talvez, quem sabe- tentativa de preencher de expectativas ou estórias sua existência vazia de acontecimentos.
Ave Maria de Schubert executada pelos cantores de uma catedral que foge ao seu conhecimento ecoa em seus tímpanos, ela enxerga uma beleza Santa, uma emoção que nossa adultinha não soube explicar gramaticalmente até então, em corais sacros, principalmente aqueles que ela conhece. A união harmônica das vozes passa-lhe uma sensação sublime, como se seu cérebro inflasse.
A bolha de luz do cômodo ao lado a atinge e fere seus olhos de cigana doméstica, ironicamente you are my sunshine é a faixa do momento numa interpretação de Olga Chung.
Despede-se do momento, cantarolando somewhere over the rainbow com Olga, carregando a caneca rachada de achocolatado, agora vazia, que jazia próximo às suas pernas.
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