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Mostrando postagens de junho, 2017

21:59

Devastada, completamente só. Estática. Ferida. Incompreendida. Sozinha, sinto como se não houvesse uma única alma com a qual pudesse falar. Desconectada. Instável. Represa. Absolutamente ilhada.

04/05 de junho

Como um completa imbecil, cá estou eu outra vez, dizendo o que não deveria, expondo situações íntimas desnecessariamente, e me sentindo horrível depois. Me escorando em devaneios e projeções/esperanças sobre quem já provou não ser digno. Volto pra ufs com a cara de quem morreu e ressuscitou, não que eu saiba como é a cara de um ressuscitador, mas assumo que ressuscitar deve ser uma experiência degastante, quem ressuscita belo? Volto sendo a mesma pessoa, porém mais quebrada (psico e financeiramente) e fora do controle emocional. Espero não ser (mais) atropelada por mim mesma ou por ninguém ao redor. Tentando não ser amarga e não acidar a conquista dos outros, ninguém tem culpa de eu ser uma completa inútil, sem conquistas, sem louros.

Leitura

A mulher de trinta anos - Balzac Eugénia Grandet - Balzac Ilusões perdidas - Balzac O alienista - Machado de Assis Esaú e Jacó -  Machado de Assis Helena-  Machado de Assis A vida que ninguém vê - Eliane Brum Americanah - Chimamanda Ngozi Adichie A face oculta de Eva: as mulheres do mundo árabe - Nawal El Saadwi Uma vida pequena - Hanya Yana Gihara A rosa do povo -  Machado de Assis Cidade do sol - Khaled Hosseini Cem anos de solidão - Gabriel García Márquez Amor de perdição - Camilo Castelo Branco Os sofrimentos do jovem Werther - Goethe Do amor e outros demônios -  Gabriel García Márquez Cartas a um jovem poeta - Rainer Maria Rilke Folhas da relva - Walt Whitman O homem invisível - H. G. Wells  Um conto de duas cidades - Charles Dickens Recordações da casa dos mortos - Fiodor Dostoievski  Os passos em volta - Herberto Helder -----------------------------------------------------------------------------------------------------------...

Primeiro de junho

Colapso. Estopim. Ruptura. Derrame. O dia aspirava melhoras, renovo, festival de cinema, gente, rua. A vontade estrangulante de mudança, mesmo tão pífia quanto. O dia que prometeu levianamente tudo isso foi vencido por uma busca crescente, irritante, um tanto quanto desvairada, e por fim, ineficaz. Essa busca ínfima e incapacitante resultou enfim no colapso medíocre, mas necessário, na ruptura das armaduras bem forjadas e acomodadas pelo tempo; causando o derrame de sentimentos e pensamentos, sensações e planejamentos, represados outrora. Aquilo tudo que suspeitamos/sabemos mas não refletimos propriamente, por covardia, medo de sofrer. Somos tolos pois sofrer é inevitável, é da natureza do viver, dor é a prova de estarmos vivos, entretanto, a vida é construída de inúmeras outras provas, facetas.  É tão ruim e dolorido saber que você está sozinho, a solidão é incapacitante. É decepcionante ter tanto pra dar e falar, e ao mesmo tempo receber nada, não ser amado, não ser ac...