Postagens

Mostrando postagens de maio, 2018

22:27

eu não tô bem, eu sinto até fisicamente que não estou bem. eu não consigo fazer nada. eu sei que preciso, eu sei que consigo, eu não faço. eu estou sentindo um peso enorme na minha garganta, um peso nos meus ombros, uma sensação horrível na minha cabeça como se eu estivesse super confusa e ao mesmo tempo lúcida, uma confusão esquisita, uma incapacidade mórbida. eu não sei como sair disso, eu não sei o que é isso, eu não sei o que fazer, eu nem mesmo quero chorar, eu só quero sair disso. eu imagino muito eu rasgando minha pele e saindo de dentro pra vida. nunca tinha parado pra refletir sobre a metáfora, mas ela em si já diz tudo.

incapacitada 15:15

eu não tenho ânimo algum pra viver, minha cabeça tá tão cheia e tão vazia ao mesmo tempo que pra mim é impossível focar em qualquer coisa. mas eu não posso simplesmente viver em torpor pois tenho diversas responsabilidades e pessoas que não posso deixar na mão. eu queria poder fazer uma faxina no meu cérebro e organizar tudo direitinho. talvez eu devesse começar a praticar exercício físico ou usar behaviorismo em mim mesma afim de criar novos hábitos e novas crenças. ontem levei um susto ao descobrir que larissa tem crush em mim, admiro a coragem de simplesmente me dizer e esperar resposta. acho que lidei bem com a situação e espero não tê-la machucado ou influenciado em nada na sua autoestima.

07 de abril, 01:30

A dor de cabeça castiga sua razão, depois de meia caneca de achocolatado quente preparado de forma distraída, ela recosta languidamente no sofá de forro de napa amarelo mostarda coberto por uma capa de tecido, por ela não identificado, que traz temas de flores tropicais, necessitado de um quê de bom gosto. A vigesenária emergente descansa num momento de solidão física e espiritual, o olhar esgueiro e melancólico reflete o tom sombrio e lírico das músicas que contactam seu cérebro através de fones brancos comprados por muito menos que o preço de mercado. A mente dela, nunca no presente, divaga por situações inconsistentemente irrealistas e imprecisas, numa- talvez, quem sabe- tentativa de preencher de expectativas ou estórias sua existência vazia de acontecimentos. Ave Maria de Schubert executada pelos cantores de uma catedral que foge ao seu conhecimento ecoa em seus tímpanos, ela enxerga uma beleza Santa, uma emoção que nossa adultinha não soube explicar gramaticalmente até então, ...